9 de janeiro de 2012

Ata de reunião não registrou autorização para direção vender prédio dos batistas

A ata da Convenção Batista, realizada em Mossoró em maio de 2010, não registrou a autorização dada à direção da igreja para negociar espaço no Barro Vermelho onde funcionou o Colégio Americano Batista. Essa e outras irregularidades impediram que o negócio fosse concretizado e fizeram com que a Record Engenharia exigisse a convocação da Assembléia Extraordinária que ocorreu na última quinta-feira.
A reunião da última quinta-feira (05/01) da Convenção Batista Norteriograndense foi convocada para a Primeira Igreja Batista do Natal com o objetivo de deliberar "sobre a autorização de venda/negociação do imóvel ".  Ou seja, ao contrário do que foi comentado aqui, a reunião foi convocada para aprovar a alienação de patrimônio, o que obrigaria a 2/3 dos votos favoráveis.
A ata da reunião de Mossoró foi datada de 2 de abril de 2010 - por equívoco, já que a reunião foi em 2 de maio.  A decisão de venda foi tomada após o término de uma das reuniões da assembleia de maio de 2010, em Mossoró, conforme o relato a seguir, em que mantive inclusive os erros ortográficos:
"A sessão é aprovada por mais trinta minutos.  O Presidente Pr. Antônio de Araújo Targino dá uma palavra aos convencionais sobre a proposta do Conselho as CBNR para alienação de bens: após explicações sobre a necessidade da venda da propriedade do Colégio Americano Batista com o objetivo de construção da nova sede da Convenção do Seminário Batista.  É apresentado um vídeo para os irmãos com planta do novo projeto da convenção.  A proposta é colocada em discussão para o plenário. A Assembléia é prorrogada por mais 20 minutos. A assembléia é prorrogada por mais 20 minutos.  A assembléia é prorrogada por mais 10 minutos.  A proposta foi posta em votação com 137 mensageiros presentes no plenário.  Oração feita antes pelo irmão Aurimar Alves. Posto em votação a proposta foi aprovada com o seguinte resultado: 105 (cento e cinco) votos a favor, contrários 18 (dezoitos), 02 (duas) abstenções.  Que fique registrado os nomes dos contrários a esta proposta que são: Pr. Joaquim Pinto de Mesquita Neto, Alderi Gondim Fernandes, Maria da Conceição, Kezia Ventura de Oliveira, Paulo Roberto Estevam, Elenilza Batista, Jerferson Gomes Penha.  É lida a ordem do dia da próxima sessão pela secretária.  Encerra-se a sessão.  Eu, secretária, redigi esta ataque dato e assino junto com o presidente após aprovada.  Leiliane Paiva Acioli do Nascimento. Secretária
."
A convenção teve 314 inscritos de 75 igrejas.  Na votação final, foram 137 mensageiros presentes.  Segundo a ata, 105 votaram a favor, 18 contra 2 abstenções.  Se você somar, dá 125 pessoas.  
Espere um pouco: se foram 137 presentes, como a soma deu 125? Isso mesmo: na ata que supostamente aprovou a venda do terreno por um erro crasso não se conseguiu sequer contar o número de votantes.
A ata não delegou poderes ao Conselho para negociar a venda.  Além disso, aparentemente o assunto entrou na discussão sem ter sido previsto.  Pela falta de representatividade (participaram da votação 55,7% dos mensageiros presentes à reunião, aprovaram a venda apenas 33,4%) e pelos erros da ata ela não poderia ser registrada e nenhuma venda poderia ser realizada com fundamento nela.
Em resumo, a liderança da igreja mentiu sobre os motivos da convocação da assembléia na última quinta-feira.

#ForaMicarla: Túnel de drenagem tem erros no licenciamento, aponta MP

Notícia publicada pelo blog em 22 de dezembro chega, agora, ao Portal Nominuto e na Tribuna do Norte:

Uma péssima notícia para a administração municipal. O Ministério Público Estadual, através do Grupo de Atuação Especial para acompanhamento das atividades relativas à Copa 2014, instaurou Ação Civil Pública (ACP), com pedido de liminar, contra a Prefeitura de Natal e o Instituto de Desenvolvimento Sustentável e Meio Ambiente do Rio Grande do Norte (IDEMA), para impedir o início da construção de um túnel de drenagem de águas pluviais interligando as Zonas Sul e Oeste da capital.

Breve nota sobre venda do terreno dos batistas

Gostaria muito que a maioria dos comentadores sobre o caso da venda do terreno em Barro Vermelho não se escondesse sob o anonimato.  Se somos éticos, democráticos e transparentes, como se tem dito por aqui, o anonimato não combina bem.  Mais um comentário anônimo:

A única coisa que todos nós devemos realmente nos preocupar é com a expansão do reino de Deus. Acompanho o processo desde o inicio assim como a vida pessoal dos nomes citados aqui neste blog e vejo que foram feitos muitos julgamentos indevidos.
Vejo que o que está ocorrendo é o medo de muitos diante de situações novas no meio batista. Temos que aproveitar esse momento! Os batistas não podem ficar escondidos temos que ter destaque na sociedade. Causar diferença onde vivemos!
Creio que será o melhor tanto para a convensão, tanto para o seminário! A época de pensamentos pequenos deve acabar. Com a venda do terreno não é só uma sede que será construida, mas sim um patrimonio que está sendo mal aplicado que será transformado em muitos benificios ao nosso estado! Mas isso só ocorrerá se todos nós trabalharmos juntos.

Membro Batista
Outro comentário anônimo:

Anônimo deixou um novo comentário sobre a sua postagem "Venda precisava ser autorizada por 2/3 dos votos":

Caros irmãos, estamos sofrendo esse tipo de decadência na nossa denominação, faltar entre nós amantes de nossa denominação de nassa fé doutrinária e princípios, temos pessoas que lutam pelos os direitos que ela (denominação) lhe oferece, mais não luta pela sua identidade Batista. Quem sabe na próxima Convenção não vamos ver a propaganda de uma igreja o tempo todo, mais da nossa amada denominação Batista.

Postado por Anônimo no blog De olho no discurso em 9 de janeiro de 2012 09:21