14 de janeiro de 2012

14 de janeiro de 2012

Jornal informa que Wilma desistiu da candidatura à prefeita

No Jornal Metropolitano

Em decorrência dos números apresentados pela pesquisa Sinduscon/Consult surge uma reviravolta na sucessão natalense: a união das oposições em torno de uma candidatura consistente e capaz de poder até ganhar as eleições já no primeiro turno.  Nas últimas horas a ex-governadora Wilma de Faria convocou seus amigos mais próximos e anunciou a sua disposição de não mais ser candidata e o desejo de  fazer uma aliança com o pré-candidato a prefeito Carlos Eduardo Alves (PDT). 

Com esta decisão, Wilma seria retribuída com a indicação de sua filha e deputada estadual Márcia Maia como vice. Em caso de vitória da chapa oposicionista que, inegavelmente, se tornaria muito forte, possibilitaria o ingresso do filho da ex-governadora e suplente de deputado estadual Lauro Maia na Assembléia Legislativa do Estado. Assumindo a AL, Lauro Maia ganharia foro privilegiado para responder processos judiciais onde é indiciado.

Nesse aspecto, também se cogita que até junho deste ano, com a necessidade da pré-candidata à Prefeitura de Mossoró, deputada estadual Larissa Rosado (PSB) de intensificar sua articulação política na capital do Oeste, que esta se licenciar e, com isso, o advogado Lauro Maia assuma sua cadeira como primeiro suplente da coligação.

Também, nas hostes do PSB, está acontecendo um movimento no sentido de que a ex-governadora Wilma de Faria possa disputar uma vaga na Câmara Municipal de Natal, o que favoreceria a legenda para eleição de uma forte bancada.

Composição

Iniciado o ano de 2012, o ex-prefeito Carlos Eduardo vem intensificando suas conversas para firmar composições políticas. Ele vem trabalhando no sentido de tentar unir os partidos da base da presidente Dilma Rousseff (PT) que fazem oposição ao governo Rosalba Ciarlini e à gestão da prefeita Micarla de Sousa.

Antes, Carlos Eduardo havia alertado que, caso a união não fosse possível, abriria diálogo com outras legendas que não fazem parte desse grupo. Entre elas, o DEM. 

Carlos Eduardo porém ressalta que o propósito do PDT é unir as oposições à gestão municipal e ao Governo do Estado em torno de um único projeto. “Temos mais afinidades com PT, PSB e PCdoB, que fazem parte do Governo Federal e são oposição no estado. Mas, não sendo possível a união desses partidos, não descarto uma aliança com o PMDB, que também faz parte da base da presidente Dilma, nem com outros partidos. O PDT não é obrigado a ficar isolado. Nossa única restrição é ao PV", afirmara Carlos Eduardo.

Segundo uma fonte bem informada, com a decisão da ex-governadora Wilma de Faria de se retirar da disputa e se aliar a Carlos Eduardo, o trabalho da oposição a partir de agora é no sentido de tentar convencer o PT a retirar a candidatura do deputado estadual Fernando Mineiro e se aliar a um único nome de oposição. Também, o trabalho se volta para a conquista do apoio do PSD, partido liderado pelo vice-governador Robinson Faria. 

O terror higienista

Por Walter Maierovitch
Na Carta Capital


O fenômeno representado pelas drogas ilícitas é complexo. Desde o fracasso do proibicionismo, convencionado na sede nova-iorquina das Nações Unidas em 1961, vários países, preocupados com os direitos humanos e com a possibilidade de colocar a segurança pública na rota da civilidade, buscaram políticas próprias a fim de:

(1) contrastar a oferta pelo combate à economia das organizações criminais, (2) reduzir danos e riscos causados pelo consumo, (3) tratar sem crueldade os dependentes químicos, (4) eliminar os confinamentos territoriais, a exemplo das cracolândias, e (5) promover a reinserção social. A dimensão desse fenômeno foi mostrada na sexta-feira 6 pelos pesquisadores da University of New South Wales, na Austrália. Em um mundo com 7 bilhões de habitantes, uma pessoa em cada 20 consome habitualmente alguma droga proibida pela ONU. Temos um mínimo de 149 milhões de usuários e um máximo de 271 milhões. Por ano, as drogas ilícitas matam 250 mil pessoas.

Operação Sinal Fechado: O vice-presidente e o advogado

Leio hoje em alguns veículos que o convalescente vice-presidente da República, Michel Temer (PMDB) encontrou-se esta semana com o presidente do DEM na cidade de São Paulo para tratar de uma aliança e do apoio dos Democratas à candidatura de Gabriel Chalita a prefeitura paulistana.
Além do espanto que isso representa por duas questões políticas (o vice-presidente da República negociando acordo eleitoral com um dos principais partidos de oposição - e na maior cidade do país), isso me fez lembrar a investigação criminal em curso devido à Operação Sinal Fechado. Afinal, quem é o presidente do DEM em São Paulo? É o advogado Alexandre de Moraes, ex-supersecretário de Kassab nas áreas de transporte, sendo responsável pela agora investigada inspeção veicular realizada pela Controlar. Mais que isso.
Já mostrei aqui no blog que o PSDB do RN recebeu uma doação de R$ 100 mil em 30 de setembro de 2010 da parte de uma das empresas que compõe o consórcio Ecovias, que administra rodovias no estado de São Paulo. No dia seguinte, esse dinheiro foi repassado para as contas do advogado George Olímpio, apontado como líder da quadrilha denunciada pela Operação Sinal Fechado. Dessa quantia suspeita-se que cerca da metade foi entregue, em dinheiro vivo, ao suplente de senador tucano João Faustino. Faustino depositou, através de envelope, R$ 20 mil na conta de Alexandre de Moraes (o restante foi depositado, da mesma forma, na conta de João). Talvez, pagamento de comissão. Adoraria poder perguntar a Alexandre de Moraes a que se referia esse pagamento.
De todo modo, parece atentar contra o espírito republicano do país, além das questões políticas, ver o vice-presidente se encontrar com alguém cujo envolvimento em uma fraude milionária não foi ainda bem esclarecido.
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