1 de maio de 2012

1 de maio de 2012

Rosalba responde ao tuitaço

Essa é a resposta da Governadora sobre a manifestação de milhares de potiguares que fizeram o TT mais comentado do Brasil:                                                                                                                            COM RELAÇÃO AO TWITAÇO DE HOJE TENHO A DIZER: 

Atingida por um movimento orquestrado, através de uma rede social, movimento originário de minha cidade, uso o mesmo meio para dar minha resposta. Quem assume função pública precisa de humildade para receber críticas, por mais injustas que sejam. Aceito a crítica sem discussão.

Ainda não estamos fazendo o governo que desejamos, e tenho certeza, vamos realizar. Democraticamente, entendo a impaciência de muitos e até o oportunismo de outros.

Felizmente o twitaço não pode apresentar um só ato de improbidade ou ação pouco republicana. Atos que efetivamente me envergonhariam e envergonharia o Rio Grande do Norte.

Um Governo limpo é a base da grande virada que nossa gestão haverá de conseguir com um conjunto de ações capazes de melhorar a vida dos norteriograndenses. Aliás, como fizemos em Mossoró, mesmo contrariando interesses poderosos.

Nota do blog: impossível atribuir o twitaço a um movimento orquestrado. Se não existe esse tipo de movimento é nas redes sociais. Agora, nosso Estado será novamente noticia em rede nacional, mostrando o descaso dos hospitais públicos.

Os recados do deputado tucano Fernando Francischini

http://cachoeiradedados.wordpress.com/2012/04/30/os-recados-do-deputado-fernando-francischini/#respond
Havia uma troca de informações entre o grupo de Carlinhos Cachoeira e o Deputado Fernando Fracischini (PSDB-PR). As informações eram passadas por um policial federal chamado Tomé para Idalberto, o Dadá, que informava o senador Demóstenes Torres.

Tomé aproveitava seu cargo para receptar e-mails e informar o grupo de Carlinhos. O ex-deputado Alberto Fraga(DEM-DF) estava chantageando o grupo, misturando informações sobre o grupo na internet em outras notícias. Outros dois que o grupo considera perigosos eram o jornalista Edson Sombra e Durval Barbosa,  que fez o vídeo do ex-governador Arruda.

Dadá alerta Carlinhos que o senador "nosso amigo" Demóstenes está ajudando o Fraga, que é um inimigo deles. Em uma das mensagens, Francischini pede ajuda com um negócio no Meio Ambiente no Governo do Distrito Federal envolvendo Marcelão.

O grupo também comenta que Francischini está mudando o título eleitoral para Brasília para candidatar à Governador.

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Será que o Sinal Fechado deságua numa Cachoeira?

Maurício Dias, da CartaCapital, em sua Rosa dos Ventos desta semana, traz uma nota sobre os negócios legais de Cachoeira.  Chamou minha atenção:
Lado A...
Carlinhos Cachoeira tem uma fachada de negócios legais.
Uma das empresas dele opera com inspeção veicular e, preferencialmente, com os governos estaduais tucanos: Marconi Perillo (Goiás), Siqueira Campos (Tocantins), Teotônio Vilela (Alagoas) e Anchieta Júnior (Roraima).
Ele tentou entrar em Minas Gerais, mas consta que a porta lhe foi fechada.
Quando foi deflagrada, a Operação Sinal Fechado prendeu, em 24 de novembro de 2011, o suplente de senador, ex-deputado e ex-braço direito de Aloysio Nunes Ferreira na casa civil de São Paulo, João Faustino.  A investigação diz respeito à organização criminosa, comandada pelo advogado George Olímpio, que tentava explorar a inspeção veicular no RN.
Desde o início, o negócio tinha traços de ser nacional.

Ricardo Gondim: O clamor do pobre

Por Ricardo Gondim
http://www.ricardogondim.com.br/estudos/o-clamor-do-pobre/

Tolstói iniciou Anna Karenina com uma das mais espetaculares afirmações da literatura: ”Todas as famílias felizes se parecem umas com as outras, cada família infeliz é infeliz à sua maneira”. A felicidade é indistinta, mas a tristeza carrega particularidades específicas. Ao longe, os cenários são belos; próximos, expõem detritos horrorosos. De perto, o lixo fede. Narrativas universalizantes foram incapazes de retratar dramas pessoais – vivenciados na dura realidade cotidiana.
Filosofia e teologia se especializaram em grandes narrativas para lidar com o sofrimento. Esqueceram as pequenas realidades. No microcosmo, gente com nome, história e laços de amor geme. Oprimidos em inúmeros cativeiros, os judeus cantavam: “Quem são homens e mulheres para que Te lembre deles? Onde Te escondeste, ó Senhor?”.
Voltaire afirmou que se há vida em outros mundos, a terra é o manicômio do universo. Segundo a ONU, dois milhões morrem de fome a cada dia – eu disse: cada dia. Estima-se que só na Europa, 500 mil mulheres sejam traficadas a cada ano – a maioria para exploração sexual. (as brasileiras engrossam as estatísticas no Velho Continente e somam 75 mil, o equivalente a 15% das vítimas). O que fazer com a cólera no Haiti, a malária na África, a guerra civil no Sudão, a perseguição religiosa no Afeganistão, o consumismo e a indiferença na Europa e os homicídios do México ao Brasil?
O palácio dos horrores baixou a ponte. Cavaleiros do Apocalipse entram em cena a galope. De tão barata a vida, milhões e milhões de famílias, à sua maneira, experimentam o inferno.
A prece mais religiosa para esta geração deve ser: “Deus, por que não invades logo o monturo que se transformou este planeta? Por que o Senhor não acaba com o ato desse teatro macabro? A peça já se arrasta além do necessário. O preço que cobras por teres nos criado imperfeitos não está alto demais?”.
Que volte o hino do negro spiritual: “Não se te dá que morramos? Como podes assim dormir?”
Se existe outro mundo possível, onde se esconde? Por que os mínimos sinais de um reino alternativo sempre foram imprecisos? Por que o bem se perdeu em instituições adoecidas? Nada explica a ganância ser maior que a fome de justiça.
Além da indiferença do universo, anônimos sofrem com a burocracia estatal – burocracia fria. Oligarquias se reinventam para manter o poder nas mãos dos mesmos. Estruturas se satanizam. Instituições legitimam processos de alienação. O mal se multiplica com facilidade. O bem consome a vida dos poucos que se atrevem concretizá-lo.
A história segue. Ruma ao grande abismo. T. S. Eliot perguntou: “Onde está a vida que perdemos vivendo? 
Onde está a sabedoria que perdemos no conhecimento? 
Onde está o conhecimento que perdemos na informação?”. Insana, a humanidade se debate sem sequer buscar antídoto para o veneno que a destrói.
Quantos se dispõem quebrar o sistema que abandona crianças à miséria? Mulheres violentadas e idosos abandonados continuarão sem terem quem os vingue? A coerência que justifica o mal será desfeita quando?
Milhões se entorpecem. Tateiam em busca de respostas nos lugares errados. Consumismo junto com as indústrías do esportismo e do “celebrismo” servem para perpetuar a ilusão de que no fim tudo vai dar certo. Estupidez. Quinquilharias tecnológicas salvam e alienam. Erudição ilustra e ilude. Enquanto a mão esquerda escreve poesia, a destra declara guerra.
Vaidosa, a atual geração se considera pouco menor do que os anjos. Só não vê a própria cara desfigurada – monstro de iniquidade.
Os caminhos humanos não apontam para um progresso inexorável; não desembocam, necessariamente, em estrada alguma. Nada garante que o rio da história alcance o oceano do sentido.
O planeta terra parou de brilhar; há muito não embeleza o universo. A eternidade não guardará registro do tempo fugaz dos humanos por aqui. As perguntas que a racionalidade fez foram insuficientes para chegar à verdade. A pouca solidariedade partilhada malogrou em redimir o ódio. Livros da história produziram melancolia por um passado de ouro, apenas. A clemência da geração que sucedeu ao holocausto se revelou impotente para evitar outros genocídios. A ciência não conseguiu reverter o inconsciente coletivo, que ainda viabilizará novas chacinas.
O Nazareno acertou: em todos os dias cabe um mal próprio. Sendo assim, séculos não aliviarão a tragédia da geração atual. Não por acaso os pobres, conscientes de seu sofrimento, devem voltar a clamar: “Maranata – não te demores, Senhor”.

Soli Deo Gloria
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